sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MRI realiza assembléia em Campo Belo do Sul

Geni Augusto Andrioli, durante relato sobre impactos de barragens
Vereador Jairo Batista - apoio ao MRI
Valdair Oliveira, em sua fala de abertura da Assembléia


os futuros impactados puderam tirar suas dúvidas com o MRI



Valdair - eleito líder do MRI na comunidade Aterrado Grande



Nilza Aparecida Vieira Ferreira, líder do MRI no Aterrado Grande
Fernanda Martins
O MRI realizou na última quarta-feira uma assembléia geral com os futuros impactados pela Usina Hidrelétrica Garibaldi em Campo Belo do Sul. O encontro faz parte do roteiro de assembléias com populações impactadas e teve como objetivo apresentar o trabalho do MRI nas comunidades e eleger lideranças do movimento nas regiões. Seguindo a política do movimento de ir até onde os impactados estão, a assembléia ocorreu na comunidade Aterrado Grande, que será profundamente impactada pela UHE Garibaldi. A Aterrado Grande já faz parte da história do MRI há muito tempo. Lá, com o apoio do prefeito de Campo Belo, Firmino Aderbal Chaves, o movimento realizou, há mais de um ano, uma reunião para tirar dúvidas dos futuros impactados, acompanhado pelo técnico agrícola Jaime Rodrigues, bastante conhecido na região. Durante a assembléia, autoridades do município como o vereador Jairo Batista da Silva e Valdair Ferreira, presidente da associação de futuros impactados pela Garibaldi na comunidade, fizeram uso da palavra. “Conheci um pouco do trabalho do MRI e me interessei em conhecer melhor este grupo e a sua forma de trabalhar. Penso que hoje é uma boa oportunidade para isso”, afirmou o vereador.
“Devemos conhecer as formas de organização para resolver as questões relacionadas com barragens e decidir de que forma vamos trabalhar”, acrescentou Valdair Ferreira.
No decorrer da assembléia, como tem sido feito em todo o roteiro da Garibaldi, o movimento apresentou a sua forma de trabalhar. O articulador político do MRI, Sidnei Luís, mostrou as ações do movimento, abordando inclusive os possíveis projetos de geração de emprego e renda que podem ser implantados após a instalação do empreendimento, como a produção orgânica, por exemplo. Geni Augusto Andrioli, coordenador de base, fez um breve relato de quais são os impactos gerados pela construção de uma barragem, e Iran Fogaça apresentou a história do início do MRI, quando os impactados pela PCH João Borges se uniram a Geni Augusto Andrioli e posteriormente a Sidnei Luís, criando o movimento.
O público presente no salão da comunidade pôde tirar suas dúvidas sobre o método de trabalho do MRI e compará-lo com outras organizações que afirmam defender os interesses dos impactados. A assembléia, com a participação de dezenas de futuros impactados pela Garibaldi de várias regiões de Campo Belo do Sul, legitimou as lideranças do MRI no município e marca o início do trabalho do movimento na região.
Ao final do encontro, as lideranças presentes manifestaram apoio ao MRI e o próprio presidente da associação, Valdair Ferreira, foi legitimado em assembléia como liderança do movimento na região. Além dele, Nilza Aparecida Vieira Ferreira e José Maria de Jesus Moraes foram nomeados como representantes do MRI em Campo Belo do Sul. A assembléia foi encerrada com a distribuição do primeiro número do jornal IMPACTO, que divulga as ações do MRI em oito municípios da Serra Catarinense.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

MRI apresenta seu método de trabalho em Cerro Negro


Público assistindo e fazendo anotações sobre a metodologia do trabalho do MRI










Fernanda Martins
O Movimento de Redução dos Impactos realizou, na última semana, reunião na Câmara Municipal de Vereadores de Cerro Negro. A reunião fechou o círculo de apresentações aos poderes municipais da região que será impactada pela Usina Hidrelétrica Garibaldi. O primeiro encontro com os vereadores daquele município ocorreu no dia 14 de outubro. Compreendendo a importância do assunto para os munícipes, o presidente da Câmara, Ivandel Tadeu da Silva, solicitou que o movimento fizesse nova apresentação no local, desta vez aberta aos munícipes interessados. Atendendo ao pedido, o MRI retornou à Câmara, apresentando seu trabalho para os vereadores e a comunidade, respondendo a perguntas sobre projetos de redução de impactos e os métodos do MRI.
O articulador político do MRI, Sidnei Luís, expôs o método de trabalho do MRI e falou inclusive sobre assuntos de interesse não só dos impactados pela UHE Garibaldi, mas do município como um todo, como os possíveis caminhos para projetos de geração de emprego e renda após a implantação do lago da usina. Hoje o MRI vê na produção orgânica uma alternativa importante para geração de emprego, renda e redução de impactos ambientais. Futuramente, a aquicultura e a pesca, com a utilização do lago da usina, também pode ser uma alternativa proposta pelo movimento. Outras fontes de geração de emprego e renda poderão ser discutidas futuramente com as comunidades impactadas e os municípios. Ainda durante a apresentação, Sidnei Luís fez um chamado aos presentes. "O MRI é um movimento aberto. Copiem nossas iniciativas porque elas têm provado que dão certo e que só através de parcerias claras e transparentes é possível trazer melhorias de vida ao povo".

MRI realiza assembléias em Vargem, Abdon Batista e Cerro Negro












Fernanda Martins
O MRI realizou assembléias nos municípios de Vargem, Abdon Batista e Cerro Negro. Apresentando seu método de trabalho às populações impactadas, o Movimento de Redução dos Impactos mostrou também como será o trabalho na região impactada pela UHE Garibaldi. Os presentes puderam tirar suas dúvidas. A assembléia dos municípios de Vargem e Abdon Batista ocorreu na comunidade Barra Grande, e reuniu dezenas de interessados. Naquela comunidade, várias lideranças, como o prefeito de Vargem, Nelson Gasperin Jr. , o vereador Jair Batista da Silva e a Secretaria de Agricultura daquele município, por meio do titultar da pasta, participaram da assembléia. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abdon Batista, o presidente do CrediCanoas em Abdon Batista, José Davi Manchein, representantes da associação do projeto Microbacias, e o presidente do conselho Comunitário da Barra Grande, José Thomas Ribeiro também marcaram presença e reafirmaram seu apoio ao modo como o MRI trabalha com as populações impactadas.
O prefeito de Vargem, também conhecido como "Peixe", em sua fala, destacou a importância das comunidades se organizarem antecipadamente. "Vejo que as famílias precisam se unir neste momento e, de forma pacífica e organizada, começarem a tirar dúvidas sobre seus direitos, ver de que forma poderão conseguir uma indenização justa para suas terras que serão inundadas pela Usina Hidrelétrica Garibaldi", destacou o prefeito, convidando também a quem estiver interessado em se tornar cidadão do município de Vargem, que se mude para lá, "pois o município está de braços abertos para receber os novos moradores", continuou.
José Davi Manchein, que também esteve presente na reunião que apresentou o MRI às autoridades de Abdon Batista, destacou a importância de se reduzir o impacto econômico que será causado pela UHE Garibaldi. "Temos que nos esforçar para que todos os impactados que sejam indenizados da melhor maneira possível, e que os recursos advindos dessas indenizações e dos projetos sejam aplicados aqui mesmo no município", afirmou Manchein.
Depois da exposição sobre o método de trabalho do MRI e um breve histórico do movimento, bem como suas conquistas e metas para os próximos anos, feita pelo articulador político Sidnei Luís, o coordenador de base, Geni Augusto Andrioli falou sobre os impactos causados pelas hidrelétricas, que vão desde o meio ambiente à vida cultural das comunidades. "É por essa razão que temos que ter uma unidade entre os impactados, para adquirir mais força nas negociações e fazer valer os direitos de vocês", disse.
Iran Fogaça de Souza, integrante do MRI, também participou da assembléia, contando como se deu a organização dos impactados pela PCH João Borges, onde nasceu o MRI, quando os futuros impactados pela João Borges entraram em contato com Geni Augusto Andrioli e Sidnei Luís.
Em Cerro Negro, na Comunidade dos Camargos, o MRI também apresentou o método de trabalho, os impactos causados por uma usina hidrelétrica e a história da organização na PCH João Borges. Com a presença de representantes de outras comunidades que serão impactadas pela Garibaldi, o movimento destacou lideranças para atuarem nas comunidades que serão impactadas pela Garibaldi. O vereador Adelar José de Morais, que é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cerro Negro e morador da Comunidade do Araçá, próxima ao Eixo da barragem da Garibaldi, também prestigiou a assembléia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reunião em Abdon Batista apresenta o MRI para o município

José Davi Manchein, presidente da Credicanoas


Polícia Militar presente na reunião

Felipe Hames, presidente da Câmara Municipal








Fernanda Martins
O MOVIMENTO DE REDUÇÃO DOS IMPACTOS - MRI, reuniu vereadores e lideranças do município de Abdon Batista para apresentar o movimento, seu método de trabalho e sua proposta de atuação com as famílias futuramente impactadas pela UHE Garibaldi. Autoridades municipais como a Polícia Militar, Credicanoas, Sindicato Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, presidentes de associações e vereadores estiveram presentes e puderam tirar suas dúvidas. "O MRI se diferencia dos outros movimentos porque divulga as parcerias que faz e busca no exemplo prático a realização de seus projetos e discute objetivamente as formas de reduzir os impactos causados por barragens. Não podemos perder tempo em brigar contra algo que vai acontecer porque o momento é de se organizar e lutar pelo máximo de direitos que são conferidos a quem realmente é impactado pela barragem", afirmou Sidnei Luís, articulador político do movimento. Para o presidente da Câmara Municipal de Abdon Batista e demais vereadores presentes na reunião, não ficou dúvida de que o MRI é a melhor forma de organizar a população para a chegada das hidrelétricas na região. "Vemos que as propostas do MRI partem de um ponto de vista objetivo e estruturado, com metas para antes, durante e depois da construção da barragem, e é isso que o município precisa. Por isso damos o maior apoio e nos colocamos à disposição do MRI para o que for necessário", afirmou Felipe Hames. Quem também se manifestou sobre o trabalho do MRI foi o presidente da Cooperativa de Crédito Credicanoas, José David Manchein. Para ele o MRI tem o método de trabalho ideal para reduzir os impactos econômicos que a UHE Garibaldi vai trazer ao município. "O movimento, com a negociação de melhor valor de indenização e a criação de projetos pós-lago, principalmente com a defesa de que as famílias permaneçam no município e invistam aqui o recurso proveniente das indenizações, além de estarem incrementando a economia do município, reduzirão os impactos culturais da usina sobre a vida do nosso povo".

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

MRI inicia roteiro de assembléias sobre UHE Garibaldi

Impactos causados por hirelétricas
Resumo da história do MRI, ações em 2008 e 2009



O público presente na assembléia tirou as dúvidas sobre seus direitos



Projetos de Redução de Impactos pós-lago: uma preocupação do MRI desde já




Coordenador de base do MRI: Geni Augusto Andrioli, durante a assembléia

Fernanda Martins
Foi na Comunidade Bela Vista que o MRI, na tarde desta última sexta-feira (09-10) reuniu, em São José do Cerrito, dezenas de famílias que serão impactadas pela Usina Hidrelétrica Garibaldi. O salão comunitário foi sede do encontro de quatro comunidades que serão impactadas pela hidrelétrica no município de São José do Cerrito. Representantes de São Sebastião da Barra, São Roque, Bela Vista e Ponte Canoas foram apresentados como lideranças do MRI. Esses oito moradores da região vão integrar a equipe de trabalho do movimento na redução de impactos de barragens, no contato com famílias impactadas, na divulgação de informações, esclarecendo dúvidas dessas famílias, e no processo de negociação das indenizações. A Audiência Pública sobre a UHE aconteceu no início de setembro. Desde então, os impactados começaram a se organizar e procuraram o MRI, que já deu início a um roteiro de assembléias para definir quem serão as lideranças que irão representar as famílias do município pelo MRI. Um leilão vai decidir que empresa vai assumir o projeto Garibaldi, mas mesmo sem saber quem vai ser o responsável pelo empreendimento, o MRI já começou um trabalho de base na região ao lado dos futuros impactados, por meio de reuniões e o roteiro de assembléias que começou em São José do Cerrito. Depois do roteiro, que inclui outras comunidades de Vargem, Abdon Batista, Cerro Negro e Campo Belo do Sul, o MRI vai realizar um curso de formação para as lideranças legitimadas nas assembléias.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Reunião em Vargem apresenta o MRI para o município





Fernanda Martins
O MRI realizou na manhã de hoje(08 de outubro) reunião no município de Vargem para apresentar oficialmente o movimento às autoridades do município. O encontro ocorreu na Câmara de Vereadores do município e contou com a presença de autoridades como representantes de agricultores, vereadores e o prefeito municipal, Nelson Gasperin Júnior. Durante a reunião, o articulador político do MRI, Sidnei Luís, apresentou o trabalho do MRI, a equipe do movimento e um breve histórico do que o movimento já realizou desde a sua criação, em 2008. "Quando o MRI vai entrar no município, costumamos entrar pela porta da frente, nos apresentando às autoridades, por isso pedimos essa reunião com todos vocês", afirmou Sidnei, durante sua fala. Na reunião, os presentes puderam conhecer o método de trabalho do MRI, que atua de forma pacífica e organizada junto com as populações impactadas. Além de tirar suas dúvidas sobre os direitos dos impactados e o método de negociação das indenizações, os presentes puderam conhecer também os trabalhos do projeto "Redução dos Impactos na Agricultura", de produção orgânica, que se constitui numa das alternativas de geração de emprego e renda e redução de impactos ambientais e econômicos na concepção do MRI. " Vejo que o MRI terá muito a contribuir para o município da Vargem, principalmente neste momento que vamos atravessar nos próximos anos, com a chegada da UHE Garibaldi aqui na região", afirmou o prefeito municipal de Vargem, Nelson Gasperin Jr.

MRI planeja a produção nas unidades do projeto de orgânicos




Fernanda Martins
Os agricultores responsáveis pelas unidades produtivas do MRI se encontraram ontem (07 - quarta-feira) na sede do movimento em Lages para discutir o início da produção em suas respectivas propriedades. A reunião, convocada por Iran Fogaça, coordenador de produção do MRI, teve como objetivo dar as primeiras orientações aos agricultores sobre o preparo do solo e o modo de cultivar as áreas. Durante a reunião os agricultores foram apresentados ao projeto HORTA MRI, que visa garantir a subsistência e a segurança alimentar das famílias envolvidas no projeto. Com 26 itens, as hortas começam a ser cultivadas ainda neste mês. A semente dos alimentos foi fornecida pelo movimento, e conseguida por meio de parceria do MRI com instituições como Eletrosul e Prefeituras Municipais de Campo Belo do Sul, Brunópolis e São José do Cerrito. "Devemos planejar a horta de forma que o agricultor tenha bem na porta da sua casa essa variedade de alimentos o ano todo", afirmou Iran Fogaça, durante a reunião. Futuramente, o excedente dessas hortas será comercializado em feiras nos municípios, que devem começar já no início de 2010. A reunião serviu para integrar os agricultores que participam do projeto e dar as linhas gerais das atividades, como a frequência das reuniões, orientações técnicas e planejamento do plantio. Sebastião Oliveira, morador da comunidade Rincão dos Muniz, em São José do Cerrito e responsável pela Unidade Produtiva Cerrito esteve presente na reunião. O casal Ivani Nogueira dos Santos e Erisvaldo Martins de Macedo, que terão sua propriedade certificada em novembro, também aproveitou para participar da reunião desde já. " É bom a gente já ir participando para tirar as dúvidas", diz Ivani. O casal é assentado no Pátria Livre e já tem uma experiência com alface cultivada sem agrotóxico. Antenor Eherembink, agricultor e responsável por uma unidade demonstrativa do MRI também marcou presença no encontro.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

MRI agora tem um jornal impresso!


Fernanda Martins
Prezados leitores e seguidores do Blog do MRI, nesta semana o Movimento de Redução dos Impactos lançou o jornal IMPACTO. Já estamos com o Blog do MRI no ar há quatro meses, mas achávamos que faltava alguma coisa que chegasse a quem ainda não é tão familiarizado assim com a internet, pela qual vocês nos acompanham. Pensamos na divulgação das ações do MRI de uma forma que as pessoas beneficiadas pelos projetos também se vejam nela. Por isso criamos o IMPACTO, e esperamos também que ver a própria foto no jornal seja um bom incentivo ao hábito de leitura ao nosso público. Com textos pequenos, letras grandes e assuntos ligados à realidade do nosso público, queremos que o IMPACTO seja lido e acompanhado pelas famílias do campo. Por essa razão, o IMPACTO, não é somente um veículo institucional do MRI. Queremos acompanhar os eventos importantes das cidades onde circulamos, contar a história de pessoas que vivem nesses lugares, pois entendemos que cada ser humano carrega em si uma boa história, em muitas, muitas linhas. E é com esse olhar que queremos nos tornar de casa para essas pessoas, pois nossas ações são criadas para elas. Ah, só para completar, o IMPACTO circula em Lages, Correia Pinto, São José do Cerrito, Campo Belo do Sul, Vargem, Brunópolis, Cerro Negro e Abdon Batista.