sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MRI cria Unidade Produtiva em comunidade que será impactada pela UHE Garibaldi

Fernanda Martins
O Movimento de Redução dos Impactos – MRI encerrou na última quarta-feira (24/09) em Campo Belo do Sul a primeira rodada de seminários “Projetos de Redução dos Impactos na Agricultura”. Mantendo a política de levar às comunidades da zona rural informações sobre o universo da produção sem agrotóxicos, o evento de Campo Belo foi realizado na comunidade dos Machados, onde foi criada a primeira Unidade Produtiva do projeto no município.
Questionário com o produtor: parte importante do processo de certificação
Vistoria da propriedade


A exemplo dos outros dias, a inspeção da certificadora foi seguida de um encontro com os moradores da região para apresentar o projeto e começar a cadastrar outros agricultores que se interessem pela produção orgânica. Integrantes da Associação de Mulheres Agriculturas “Unidas para Vencer” prestigiaram em massa o encontro, levando seus artesanatos para uma pequena exposição no salão da comunidade. Autoridades do município também prestigiaram o seminário. O técnico agrícola Eduardo de Oliveira, esteve no local, representando o prefeito municipal e parceiro do MRI, Firmino Aderbal Chaves Branco. “Gostaria de parabenizar a iniciativa do MRI em criar este projeto de produção orgânica e dizer que a prefeitura reconhece que esta é uma alternativa importante de geração de renda para os agricultores familiares”.
A facilitadora da Microbacia no município, Gabriela Zanetti, ressaltou a importância de se desenvolver projetos que dêem mais dignidade a quem vive no campo. “Todas as iniciativas que visem melhorar a qualidade de vida do agricultor devem ser incentivadas e reforçadas, e essa é uma delas”.
A área certificada é uma propriedade particular, do casal Marilei Correa Machado e Osnir Ribeiro da Silva. A família tem uma forte atuação na comunidade e já desenvolvia na propriedade um projeto de horta comunitária. Inicialmente, apenas 2 dos 37 hectares da propriedade estão aptos a produzir com certificado de orgânico. “Vamos começar pequenos e ir crescendo devagar”, explica Marilei.
Para o casal Marilei Correa Machado e Osnir Ribeiro da Silva, a certificação da área marca um novo momento na vida da família e da comunidade. “Se o pessoal da comunidade quiser usar a área certificada para o plantio, poderá trabalhar em parte dela também. Acho que vai ser muito positivo”, disse a agricultora, que também é agente comunitária de saúde na região.
A criação da Unidade Produtiva na comunidade dos Machados vem como uma proposta de atuação para os moradores da região quando do enchimento do lago da UHE Garibaldi, que vai impactar a comunidade, podendo reduzir a área de plantio de algumas propriedades. “Nós, do MRI, entendemos que a produção orgânica, além de agregar valor ao trabalho do produtor pode ser uma alternativa interessante para que ele permaneça em sua propriedade mesmo que ela tenha seu tamanho reduzido em função do enchimento do reservatório”, disse Geni Augusto Andrioli, coordenador de base do MRI.
Veja a seguir algumas imagens do Seminário do MRI:
Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Comunidade dos Machados. O grupo prestigiou em massa o seminário.

“É muito importante incentivar essas iniciativas que podem dar mais qualidade de vida ao agricultor, e tenho certeza que esta comunidade vai se desenvolver bastante com a produção orgânica”.
Gabriela Zanetti, facilitadora da Microbacia


“Em nome da prefeitura de Campo Belo do Sul e da Secretaria Municipal de Agricultura gostaria de parabenizar esta iniciativa e dizer que estaremos à disposição para contribuir no desenvolvimento deste projeto”.
Eduardo de Oliveira, técnico da secretaria municipal de agricultura.



“Nós que trabalhamos com as nossas famílias, nossos filhos, na lavoura, não podemos usar veneno e prejudicar a saúde da nossa família. Se as crianças aprenderem a trabalhar com agrotóxico, fica mais difícil mudar essa prática na vida deles no futuro”.
Iran Fogaça, coordenador de produção do MRI.




“Temos que resgatar aquela prática de cultivar plantas medicinais, como nossos avós faziam, para ter esses remédios ao nosso alcance, nos nossos quintais. E o projeto de produção orgânica é o primeiro passo para isso: o agricultor poder melhorar sua alimentação e obter mais renda também.”
Geni Augusto Andrioli, coordenador de base e produtor de orgânicos





“O MRI tem mostrado que com diálogo e parceria podemos melhorar a vida de muita gente. E a criação desta Unidade Produtiva hoje é uma prova disso. Com as parcerias poderemos oferecer ao agricultor formas de se sustentar e se manter na terra com mais dignidade e lucratividade”.
Sidnei Luís, articulador político do MRI.






O Movimento de Redução dos Impactos agradece à Eletrosul Centrais Elétricas S/A, Prefeituras Municipais de São José do Cerrito, Brunópolis e Campo Belo do Sul pelo apoio à certificação das Unidades Produtivas e realização dos seminários nesta primeira rodada.







quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Brunópolis terá duas unidades produtivas do MRI

Fernanda Martins
A cidade de Brunópolis sediou hoje o Seminário Projetos de Redução dos Impactos na Agricultura. Além de apresentar oficialmente o projeto de produção orgânica do MRI em Brunópolis, o evento marcou o início de um processo de seleção de uma área como unidade produtiva a ser certificada dentro do município. Brunópolis vai ter duas unidades produtivas: Uma a ser definida pelo MRI nos próximos anos e outra que ficará sob a responsabilidade dos 35 alunos do programa Saberes da Terra. A área, que terá a certificação paga pela prefeitura, fica na localidade dos Galegos. Com duas unidades produtivas, Brunópolis vai ser um dos municípios beneficiados pelo projeto “Desenvolvimento Sustentável de Comunidades de Agricultores da Serra Catarinense”, patrocinado pela Eletrosul.
A prefeitura se comprometeu a arrendar uma área onde os alunos do programa vão colocar em prática suas aulas de agroecologia. A área, na localidade dos Galegos, receberá certificação financiada pela própria prefeitura, e acompanhamento técnico e comercial do MRI.
Em entrevista ao MRI, durante o evento, o prefeito elogiou o trabalho do movimento. “O MRI a gente já conhece pelo trabalho com famílias atingidas por barragem, e o movimento tem buscado uma alternativa de renda às comunidades rurais, vejo que no futuro a entidade pode ser uma parceira também em outros sentidos, com treinamentos e oferecendo apoio a essas comunidades”.
Com a mesma programação de palestras do primeiro dia, o seminário trouxe também esclarecimentos sobre certificação e as metas do MRI, bem como um breve histórico do movimento, apresentado pelo coordenador de base, Geni Augusto Andrioli.
O evento foi também um marco importante para o movimento no sentido de dar início a uma importante aproximação com a Epagri. “A avaliação da Epagri sobre o trabalho do movimento é extremamente positiva. Nós, enquanto uma empresa de conhecimento, podemos dar suporte na área de capacitação, usando as metodologias de extensão rural para transmitir informações ao agricultor’, informou Robson Mondardo, engenheiro agrônomo e extensionista rural da Epagri.
Outro convidado que se colocou à disposição do MRI para a execução do projeto de produção orgânica foi o secretário municipal de agricultura, Vanderlei Branco. Ele também ressaltou a importância de se incentivar a prática entre pequenos agricultores. “Penso que hoje o jovem da agricultura familiar precisa conhecer o plantio orgânico, pois é uma forma de mantê-lo na propriedade, respeitando suas raízes, com qualidade de vida e uma renda melhor”.
Veja a seguir os principais momentos do seminário:

“Claro que nós temos que pensar nos grandes agricultores do município, que lidam com a soja e o milho, por exemplo. Mas para nós os agricultores familiares também são importantes, e a produção orgânica tem se mostrado com uma alternativa de geração de renda e qualidade de vida aos trabalhadores rurais”.
Volcir Canuto, prefeito municipal de Brunópolis e parceiro do MRI

“Na avaliação da Epagri o projeto do MRI tem um papel importantíssimo na vida do agricultor. Hoje vemos que um grande problema nas propriedades é a degradação ambiental, pois o uso indiscriminado de agrotóxicos polui os recursos naturais e pode prejudicar a saúde do agricultor”. Robson Mondardo, engenheiro agrônomo e extensionista rural da Epagri.

“Nós do MRI queremos que o filho do pequeno agricultor só saia e vá embora do município por não ter afinidade com a produção, porque renda ele pode ter trabalhando com produção orgânica. Se você tem essa renda em casa você não vai precisar procurar os grandes centros e se afastar da família e nós podemos criar nossos filhos como agricultor e ter uma qualidade de vida excelente.”
Iran Fogaça de Souza, coordenador de produção do MRI

“Na filosofia Mokiti Okada, que rege nossa certificadora, o homem deve viver de forma saudável e buscar a paz espiritual. Esse é também o caminho para prosperidade material.”
Douglas Harada, diretor da Certificadora Mokiti Okada


“Precisamos resgatar as raízes rurais das famílias e voltar a interagir de forma harmônica com a terra. Não podemos aceitar que um agricultor familiar precise comprar a maioria dos alimentos que vão para a mesa de sua família”.
Geni Augusto Andrioli, coordenador de base do MRI e produtor de orgânicos.


“O que o MRI incentiva é que as pessoas busquem formas de viver bem da propriedade rural, em harmonia com o meio ambiente e com o próprio organismo. Hoje nossas parcerias tem ajudado a tornar este sonho cada vez mais real, e esperamos colher bons frutos também aqui em Brunópolis, onde estamos hoje plantando a primeira semente da produção orgânica do MRI.”
Sidnei Luís, articulador político do MRI






terça-feira, 22 de setembro de 2009

MRI planta primeira unidade produtiva do ano em São José do Cerrito

O agricultor Sebastião Oliveira recebeu do MRI um certificado simbólico de integrante do projeto "Desenvolvimento Sustentável de Comunidades de Agricultores na Serra Catarinense".


Fernanda Martins
O Movimento de Redução dos Impactos – MRI promoveu ontem(22/09) a certificação de mais uma Unidade Produtiva em São José do Cerrito. Desta vez, trata-se de uma área na comunidade Rincão dos Muniz. Lá, a família Oliveira se constituiu hoje como Unidade Produtiva do projeto “Desenvolvimento Sustentável de Comunidades de Agricultores da Serra Catarinense”, do MRI.
A inspeção da Certificadora Mokiti Okada, feita pelo próprio diretor da entidade, Douglas Harada, acompanhado por Iran Fogaça, responsável pelo setor de produção do MRI, ocorreu no período da manhã, na propriedade que se tornou Unidade Produtiva do MRI. “Estou bastante animado com essas novidades. Acho que vai ser uma forma de agregar mais valor ao nosso produto e aumentar a renda e a qualidade de vida da nossa família”, comemora o agricultor Sebastião de Oliveira, responsável pela área certificada. A comunidade já acumula algumas iniciativas na área da produção orgânica, e vários moradores da região já haviam mostrado interesse em se certificarem já no ano passado, quando o MRI realizou o primeiro seminário sobre o tema. "Nós já vínhamos nos esforçando para aprender esse manejo sem o uso de agrotóxico, mas agora a certificação de uma área na nossa comunidade vai incentivar ainda mais essa prática", disse o presidente da Associação Comunitária do Rincão dos Muniz, Felizardo Oliveira.
O “II Seminário - Projetos de Redução dos Impactos na Agricultura” em São José do Cerrito, foi realizado no período da tarde para oficializar a certificação desta Unidade Produtiva e reuniu dezenas de moradores da região. Alunos da Escola Municipal Rincão dos Muniz também prestigiaram o seminário, ouvindo atentamente as informações. "É sempre bom aprender coisas novas. Achamos importantes trazer as crianças para que eles possam conhecer melhor o que é a produção orgânica", afirmou o professor Valdoir Oliveira. O evento teve início com composição de mesa por autoridades parceiras do movimento. Além da entrega de um certificado do MRI como Unidade Produtiva ao agricultor Sebastião de Oliveira, foi feita uma apresentação ao povo cerritense do balanço da produção feita nas primeiras Unidades Produtivas do MRI (leia a seguir), publicado num panfleto distribuído no evento.
Os resultados obtidos pelo MRI também foram tema de palestra do produtor rural Iran Fogaça. Ele falou sobre sua transição de produtor convencional para produtor orgânico, relatando as dificuldades e o início de sua caminhada quando da adesão ao MRI, na busca por mercado. Os aspectos técnicos da certificação foram abordados pelo diretor da Mokiti Okada, Douglas Harada. O especialista também fez considerações sobre cuidados com o meio ambiente e a saúde humana. Finalmente, Geni Augusto Andrioli falou sobre as metas e desafios do MRI para curto, médio e longo prazo, dentro do projeto de Redução dos Impactos na Agricultura.
No embalo deste incentivo ao povo do Rincão dos Muniz, o prefeito municipal e parceiro do MRI, José Maria de Oliveira Branco, juntamente com o secretário municipal de produção e abastecimento, Paulo Roberto Waltrick Moraes, entregaram dois pneus novos de trator. Os pneus vão melhorar o trator que a Associação Comunitária Santa Terezinha Rincão dos Muniz recebeu da prefeitura em sistema de comodato. Em entrevista ao MRI, Waltrick contou que a parceria teve bons resultados no Rincão dos Muniz. “Eles cuidaram muito bem do trator, e sempre com muito esforço, muita união e disciplina, até ampliaram o equipamento, adquirindo novos implementos”, contou o secretário.
Veja a seguir os principais momentos do Seminário:

Crianças da Escola Municipal Rincão dos Muniz prestigiaram em massa o seminário. Levadas pelos professores Joyce e Valdoir, elas puderam conhecer um pouco do que é o universo do produto orgânico. "Acho importante elas aprenderem isso para poderem se familiarizando com o assunto e levá-lo para casa, discutindo com suas famílias, pois todos os alunos são daqui, da zona rural", afirmou Joyce Araújo, professora das crianças.
Em seu discurso durante a abertura do seminário, o prefeito parabenizou o MRI pela iniciativa junto à comunidade. “O MRI está de parabéns por trazer esta atividade para o município, que é para geração de emprego e renda dos nossos agricultores.”. Ele também anunciou melhorias nas estradas que dão acesso ao Rincão dos Muniz, assim como está fazendo em toda a malha viária do município. José Maria fez um balanço geral de todas as atividades que a administração vem desenvolvendo e todas as dificuldades que a crise mundial trouxe para os municípios. José Maria Branco, prefeito parceiro do MRI
“Essas toneladas de alimentos serviram para alimentar muitas famílias, e isso é importantíssimo se lembrar aqui. E ao ser implantada aqui, esta unidade produtiva está sendo muito bem implantada, esse povo merece.”
Secretário de produção rural e abastecimento, Paulo Roberto Waltrick, mencionando os primeiros resultados da produção do MRI.
“Na nossa propriedade, nós já usamos agrotóxico na lavoura, mas estamos entrando hoje no sistema de produção orgânica, pensando na saúde da nossa família e na melhoria da renda da propriedade”.
Sebastião de Oliveira, trabalhador rural responsável pela área certificada.
“Eu coloco aqui, mais uma vez, o Sindicato à disposição do MRI para parcerias futuras, e nos sentimos muito à vontade aqui nessa comunidade pois o Sindicato e o Senar já são parceiros antigos desse povo”
Zito Bittencourt, presidente do Sindicato Rural de São José do Cerrito
"A comunidade está de parabéns por estar adotando esta nova prática. Parabenizo também o movimento, pois as políticas públicas existem, mas elas só se consolidam quando há uma organização das pessoas em torno delas”.
Denizete Mota, extensionista da área social na Epagri.
“Acho que esta questão da produção ela influência no fator cultural também. Pois devemos rever nossos hábitos e compreender que não é a quantidade, mas sim a qualidade do que comemos que faz bem à saúde”.
Lindomar Borges, pároco do município de São José do Cerrito e parceiro do MRI.

“Nós queremos construir um corredor sólido da produção orgânica nesses municípios contemplados pelo projeto. Quando o MRI cria uma nova unidade produtiva, nós estamos fazendo um apelo pela vida, em nome do meio ambiente e em nome da sociedade. E são as parcerias do movimento com os segmentos da sociedade que fazem com que as unidades produtivas se tornem realidade.”
Sidnei Luís, articulador político do MRI.
“Eu optei pela produção orgânica pensando na saúde dos meus filhos, que trabalham comigo na lavoura e estão aprendendo junto comigo. Vi, nas viagens a São Paulo e a Florianópolis, que mercado para a produção orgânica tem sim, mas é preciso trabalhar de forma planejada e organizada para alcançar com sucesso este mercado”.
Iran Fogaça de Souza, responsável pela produção do MRI.
“Ser um produtor orgânico de verdade não é simplesmente tratar as doenças ou pragas que aparecem na lavoura. É buscar a causa dos problemas e procurar equilibrar a natureza a partir dela própria, sem prejudicar seu ciclo normal”.
Douglas Harada, da Certificadora Mokiti Okada.
“Nós temos pela frente uma longa caminhada nesse ramo de produção orgânica. Temos que trabalhar no sentido de criar formas de comércio e industrialização que agregam mais valor aos nossos produtos e tornem nossa produção auto-sustentável”.
Geni Augusto Andrioli, coordenador de base do MRI e produtor de orgânicos.
A Associação Comunitária Santa Terezinha Rincão dos Muniz, representada pelo seu presidente, Felizardo Oliveira, recebeu doação de pneus para trator. Entrega foi feita pelo secretário de produção rural e abastecimento juntamente com o prefeito municipal José Maria Branco.
Público presente no Seminário

MRI: Um tempo novo para a agricultura familiar


O Movimento de Redução dos Impactos - MRI vê na produção de alimentos orgânicos a solução para a agricultura, o meio ambiente e a vida de quem trabalha a terra. Neste primeiro ano do projeto de produção orgânica do MRI, podemos afirmar com toda certeza que o alimento natural , além de ser bom para a saúde, gera emprego e renda. Estamos apresentando para a sociedade o resultado da primeira etapa experimental do projeto do produção orgânica do MRI .
Em um total de 28 hectares em áreas dos municípios de São José do Cerrito e Correia Pinto foram produzidos 35 toneladas de cebola, 46 toneladas de moranga, 7 toneladas de mi lho, 9,4
toneladas de feijão preto, 20 toneladas de tomate, 15 toneladas de beterraba, 5 toneladas de batata inglesa, 840kg de fei jão vermelho, 3,9 toneladas de fei jão carioca, 140 mi l pés de alface.
Tudo isso com mercado garantido. A produção desses alimentos proporcionou o sustento e renda para 12 famílias este ano. Nossa meta para este ano é a inclusão de mais famílias para que num futuro próximo possamos beneficiar os alimentos por meio de agroindústrias, entregando di- retamente ao consumidor e atendendo às necessidades do mercado local por meio de feiras. Para isso contamos com importantes colaboradores, que vão nos permitir oferecer ao trabalhador rural a certificação, o acompanhamento técnico da produção e a comercialização dos alimentos orgânicos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Começa nesta terça-feira o roteiro de seminários do MRI sobre produção orgânica

Fernanda Martins
Nos próximos três dias, moradores de São José do Cerrito, Brunópolis e Campo Belo do Sul vão conhecer os resultados da primeira safra do projeto de produção orgânica do MRI. Além disso, também serão apresentadas as primeiras unidades produtivas a serem certificadas pelo movimento para a próxima safra. O objetivo dos seminários é divulgar as experiências bem sucedidas do movimento no que se refere à produção orgânica, e identificar os agricultores interessados em participar do projeto de produção sem agrotóxicos, preservando o meio ambiente e garantindo a segurança alimentar do agricultor e do consumidor final. O movimento também oferece, junto com a certificação, a garantia de mercado para geração de emprego e renda nas comunidades rurais mais carentes nos municípios. Este projeto inclui metas de longo prazo para criação de agroindústria e formas de comércio direto através de feiras municipais e regionais. Neste ano serão certificadas quatro propriedades, uma em cada município, sendo três nesta primeira rodada de seminários e a quarta em Correia Pinto, onde ocorrerá um seminário regional de produção orgânica com data a ser definida. "Em 2009, o projeto de produção orgânica do MRI foi um sonho que se tornou mais real a partir do apoio da Eletrosul pela sua Assessoria de Responsabilidade Social, possibilitando assim levar a mais famílias esta técnica que respeita o meio ambiente, gera emprego e renda e marca o futuro da agricultura consciente", afirmou Sidnei Luís, articulador político do MRI, em uma reunião de articulação com demais entidades nos municípios-alvo do projeto. A cobertura completa dos eventos, você acompanha pelo Blog do MRI.
Confira abaixo a agenda detalhada dos seminários "Projetos de Redução dos Impactos na Agricultura"
Dia 22 de Setembro, às 14h - São José do Cerrito, na Comunidade Rincão dos Muniz
Dia 23 de Setembro, às 14h - Brunópolis, no salão paroquial de Brunópolis
Dia 24 de Setembro, às 14h - Campo Belo do Sul, na Comunidade dos Machado

terça-feira, 15 de setembro de 2009

MRI prepara roteiros de seminários sobre produção orgânica




Fernanda Martins

O Movimento de Redução dos Impactos – MRI prepara nesta semana um roteiro de seminários para difundir a prática da agricultura orgânica. Os eventos ocorrerão em comunidades de São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Brunópolis a partir do próximo dia 23.
O objetivo das reuniões é atrair os agricultores interessados em aderir a esta prática. Lá eles poderão tirar suas dúvidas sobre certificação, comércio e principais culturas já testadas pelo MRI tanto em termos de cultivo quanto do ponto de vista da aceitação no mercado. Na oportunidade estará presente o técnico Douglas Harada, da Certificadora Mokiti Okada.
Especialista em certificação de produção orgânica, Douglas já é um antigo conhecido do MRI. Ele participou do I Seminário de Projetos de Redução dos Impactos na Agricultura, realizado pelo movimento em novembro do ano passado e tem acompanhado a produção nas áreas piloto do projeto de orgânicos do MRI.
Este roteiro de seminários faz parte do projeto PRODUÇÃO ORGÂNICA PARA REDUÇÃO DOS IMPACTOS NA AGRICULTURA, desenvolvido pelo MRI com patrocínio da Eletrosul Centrais Elétricas. Acreditando na importância de se expandir a prática da agricultura orgânica de forma planejada e sustentável, gerando emprego e renda para pequenos agricultores, o MRI vai oferecer certificação, acompanhamento técnico e mercado de escoamento aos produtos colhidos nas áreas que se incluírem no projeto. Os seminários devem contar com autoridades locais, como prefeitos, secretários municipais de agricultura, representantes da Epagri, sindicatos e associações de agricultores e cooperativas de crédito.
Este é mais um passo do MRI rumo à expansão do projeto de produção orgânica. A meta do movimento é ampliar cada vez mais o número de produtores rurais envolvidos para, num futuro próximo desenvolver o comércio por meio de feiras nos municípios e posteriormente agregar valor aos produtos, criando as agroindústrias de redução de impactos. “Isso vai se dar com o sucesso das parcerias que o MRI está construindo e pretende construir, e essas iniciativas vão acelerar o desenvolvimento da agricultura familiar na serra catarinense.”, explica Sidnei Luís, articulador político do MRI.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

MRI marca presença em Audiência Pública em Abdon Batista

Composição da mesa na Audiência Pública em Abdon Batista


Fernanda Martins
O Movimento de Redução dos Impactos - MRI participou, na última terça-feira, da Audiência Pública do projeto da UHE Garibaldi no município de Abdon Batista. Integrantes do movimento fizeram a leitura resumida da Carta Aberta do MRI à Audiência Pública. No documento, o MRI destaca seu posicionamento diante da construção da hidrelétrica e a busca de um consenso pacífico e satisfatório para atingidos e empreendedor. O evento contou com a presença de representantes da FATMA, órgão ambiental que emite as licenças para a construção da barragem, o ex-diretor da FATMA Lages, Cosme Polesi, o diretor da ETS, empresa responsável pelo estudo de viabilidade da UHE, e o deputado estadual Romildo Titon, conhecido pela sua atuação marcante na elaboração do código ambiental de Santa Catarina. Os prefeitos dos municípios de Abdon Batista, Cerro Negro, Vargem, São José do Cerrito e Campo Belo do Sul(este através de um representante do prefeito Firmino Aderbal Chaves Branco) estiveram presentes. Estes municípios também serão impactados pela construção da UHE Garibaldi.
As milhares de pessoas presentes puderam se inscrever para fazer perguntas sobre a altura do lago da hidrelétrica, formas de indenização e cadastramento de famílias atingidas. O MRI, na busca de trabalhar de forma organizada e transparente, se informou sobre a lista das famílias atingidas pela UHE. A empresa responsável pelo estudo informou que a lista de famílias atingidas consta no EIA RIMA que foi entregue às prefeituras dos municípios envolvidos no projeto Garibaldi. Este material poderá ser obtido pelo MRI com a autorização da empresa responsável pelo projeto.

Leia abaixo a íntegra da carta do MRI à Audiência Pública



CARTA DO MOVIMENTO DE REDUÇÃO DOS IMPACTOS –MRI
À AUDIÊNCIA PÚBLICA



Caríssimos.
Cumprimentamos a todos os representantes do órgão ambiental, do Ministério Público, representantes da empresa responsável, prefeitos e demais autoridades tanto religiosas quanto dos demais poderes públicos constituídos, todas organizações aqui representadas, e em especial cumprimentamos a todas as famílias que serão impactadas por este empreendimento.
Nós do Movimento de Redução dos Impactos – MRI, queremos deixar registrado neste ato através desta carta, nossa solidariedade a todas as famílias que serão direta ou indiretamente atingidas por este empreendimento. Nosso objetivo é que possamos, de uma forma ordeira e inteligente, fortalecer nossa organização, nosso movimento, com todas as famílias que queiram estar passo a passo caminhando para esta nova realidade de vida, que será estabelecida aqui nesta região. Através desta organização, buscamos a cada dia, fazer com que seus direitos sejam respeitados, mantidos, e o ônus deste trabalho revertido em dias melhores através de uma indenização justa e necessária para o desenvolvimento individual e regional.
Cientes da seriedade e responsabilidade do órgão ambiental, fiscalizador e regulamentador desde empreendimento, registramos aqui nossas preocupações também com nossa fauna e flora. Queremos que nosso meio ambiente seja, através dos programas de compensação ambiental, recuperado e preservado na sua diversidade.
Queremos que este órgão saiba que suas decisões afetarão diretamente na vida de cada ser impactado, humano, animal e vegetal, por isso reivindicamos que nenhuma licença seja assinada ou emitida sem antes haver acordos assinados com prazos e penalidades estabelecidos. Esta postura com certeza evitará a discórdia, o mal estar e reduzirá impactos.
Precisamos criar em todos os municípios impactados projetos de compensação para geração de emprego e renda, programas de desenvolvimento regional, preservando a cultura e os costumes locais, evitando assim a saída e o abandono por parte das famílias impactadas de seus municípios. Precisamos mais do que nunca pensar soberanamente, para que todos os impactos nos municípios em estradas, pontes, patrimônios, etc. sejam compensados, facilitando assim suas administrações. Para que consigamos preservar o futuro reservatório para o uso controlado e racional de suas águas tanto para a atividade pesqueira, turismo, e outros, precisamos requerer nas compensações, obras de saneamento básico e outras medidas que evitem a contaminação dos recursos hídricos.
Nosso movimento quer sim fazer parte deste desafio, sendo o elo e ajudando as famílias e os municípios na sua organização, buscando melhores dias sem perder tempo com distrações e ilusões, construindo todas as propostas de forma participativa, através do debate e do entendimento. Assim facilitaremos a elaboração de propostas fundamentadas em critérios sérios e aceitos por ambas as partes. Para isso sabemos e gostaríamos de destacar o papel do Ministério Público nesta mediação destes entendimentos, garantindo a ordem e o cumprimento dos prazos e cláusulas destes trabalhos. Queremos que este seja o grande parceiro atuante e justo, como tem sido em outras situações.
Por fim, gostaríamos de ressaltar a toda a sociedade do momento histórico que acontece e com certeza mudará para sempre a vida de todos, por isso é tempo de organizar, debater, propor, participar e fortalecer nossa unidade, nosso movimento.
Nesta carta conclamamos a todos que queiram e que tenham compromisso com a sociedade para seguir fileiras rumo a dias melhores para todos.
Um forte abraço.
MRI, 01de Setembro de 2009.

Contatos:
E-mail: mri.comunicacao@gmail.com
http://reducaodeimpactos.blogspot.com/
Geni Andrioli (coordenador de base): 49 8838 0030
Iran Fogaça (coordenador de base): 49 8837 6384
Sidnei Luís (articulador político): 49 8837 5606
Fernanda Martins (assessoria de comunicação): 49 88376176"

MRI vai a Brasília buscar apoio para projetos

Fernanda Martins
O Movimento de Redução dos Impactos - MRI, esteve em Brasília em busca de apoio para projetos de redução de impactos. O articulador político do movimento, Sidnei Luís Andrioli, e a assessora de comunicação do movimento, Fernanda Martins, visitaram os gabinetes do deputado Cláudio Vignatti (PT) e da senadora Ideli Salvatti (PT), apresentando as propostas do movimento e buscando apoio para projetos que já vêm sendo desenvolvidos, como a assessoria a famílias atingidas e a produção orgânica. A equipe também protocolou projeto no Minsitério do Desenvolvimento Agrário - MDA, em busca de apoio para a produção orgânica na Serra Catarinense. Na avaliação do articulador político Sidnei Luís Andrioli, a visita foi bastante satisfatória no sentido de fazer com que o movimento se torne mais conhecido pelas lideranças de âmbito federal e abrir possibilidade de novas parcerias. "Considero que esses primeiros contatos foram bastante positivos para o MRI, vamos vir outras vezes a Brasília e buscar parceria para outros projetos. Na ida a Brasília, o movimento também aproveitou para buscar na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) dados sobre os projetos hidrelétricos previstos para a região da Serra Catarinense.