quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal MRI: Agricultores doam “natal sem veneno” a idosos de Lages

Idosas durante o almoço
Geni Augusto Andrioli, durante a seleção de verduras, logo no início da manhã.

Luciane e Antenor Eherembrink, na propriedade da família em Correia Pinto



Iran Fogaça, Joelma Ribeiro e filhos - na propriedade da família em São José do Cerrito



Entrega dos alimentos no Asilo Vicentino



Zilda Furlan, diretora administrativa do Asilo - Atendimento de equipe multidisciplinar garante o bem estar dos idosos


Fernanda Martins, no escritório do MRI, escrevendo este texto depois de acompanhar a ida ao asilo
Fernanda Martins
Quatro famílias que são responsáveis pelas Unidades Demonstrativas, pioneiras do projeto de produção orgânica do MRI se uniram para doar aos idosos do Asilo Vicentino, em Lages, alimentos produzidos sem agrotóxico. Com a iniciativa, os agricultores puderam colocar alimentos de qualidade, produzidos com muita dedicação e seriedade na mesa de quem já tanto contribuiu para o mundo. Em um esforço conjunto foram colhidas 22 caixas com rúcula, alface crespa, alface americana, acelga, couve-flor, brócolis e repolho. Os alimentos foram armazenados em uma câmara fria na cozinha do asilo. Além de doar a própria produção, os agricultores se esforçaram na separação dos alimentos, que foi feita logo no início da manhã para que fossem doados ainda bem frescos. Iran Fogaça e Irineu de Souza cederam uma caminhonete para transportar os produtos e Antenor Eherembrink deu uma pausa na lida da lavoura para conduzir a carga ao Asilo Vicentino. A casa abriga hoje 80 idosos e é mantida por meio de uma parceria com a Prefeitura Municipal de Lages e de eventos beneficentes. São mais de 30 funcionários que se dedicam à saúde, higiene, alimentação e recreação dos moradores do asilo. "Eles têm recebido aqui os cuidados básicos bem prestados, mas muitos sentem falta mesmo é de visitas, do afeto familiar", conta a diretora do lugar, Zilda Furlan. Ao chegar com as verduras no refeitório da ala feminina, a equipe do MRI foi recebida com surpresa. O MRI chegou bem na hora do almoço das moradoras, que é sempre servido às 11 horas. Elas ficaram satisfeitas ao saber que aqueles alimentos são cultivados sem o uso de agrotóxicos. Para o articulador político do MRI, Sidnei Luís o momento é de dividir com outras pessoas o sucesso do projeto de produção orgânica. Neste ano, o movimento criou em São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Correia Pinto, três Unidades Produtivas, onde os agricultores terão o acompanhamento do MRI no trabalho diário com produtos orgânicos. “Esta é uma oportunidade de dividir essa fartura com quem já trabalhou bastante nessa vida. E a criação das Unidades para expandir o projeto foram possíveis graças às parceiras do MRI com a Eletrosul Centrais Elétricas S/A, e as prefeituras municipais de São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Brunópolis”, explica Sidnei. O MRI gostaria de agradecer às famílias que doaram os alimentos e um tempo de seu dia para oferecer aos moradores do Asilo Vicentino uma alimentação saudável! Iran Fogaça, Joelma Ribeiro Oliveira e filhos, Irineu de Souza, Geni Augusto Andrioli, Antenor Eherembrink, Luciane Terezinha Andrioli Eherembrink e filhos e Geneci Luciana Fátima Andrioli e filhos. Fernanda Martins, jornalista que acompanhou a doação, Sidnei Luís, que contatou o asilo! Valeu pela força neste pequeno gesto de solidariedade! Tenhamos todos um Feliz Natal!!!
PATROCÍNIO:


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MRI e Eletrosul iniciam a apresentação de laudos a famílias impactadas

Oscar, impactado pela PCH João Borges, MRI e Eletrosul, durante a apresentação dos laudos



José Adão, impactado pela PCH João Borges, em reunião com Alcir Maso, da Eletrosul

Fernanda Martins
O MRI acompanha, desde o início da semana, a apresentação dos laudos de avaliação de terras aos impactados pela PCH João Borges. Até o momento, 4 dos 28 impactados representados pelo MRI receberam a visita da equipe da empresa com o movimento para mostrar os novos valores. Durante as visitas, a equipe apresenta aos proprietários um levantamento dos impactos que a barragem vai trazer à sua propriedade e os valores das indenizações que receberão. O processo de apresentação dos laudos deverá continuar até o dia 23 de dezembro e ser retomado a partir do dia 4 de janeiro. A empresa afirma que todos os laudos serão apresentados até o início de fevereiro e as indenizações serão pagas até o fim daquele mês. As datas foram definidas em reunião entre Eletrosul e MRI, após a solução de impasses ambientais entre a empresa e a FATMA, que assinou com a Eletrosul e os Ministérios Públicos Federal e Estadual o Termo de Compromisso Ambiental, que define as compensações ambientais a que a empresa se obriga. Depois do desenrolar dessas pendências ambientais, a empresa retomou as negociações para concluir o pagamento aos impactados.

Ministério de Minas e Energia Cancela o Leilão da UHE Garibaldi


Fernanda Martins
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou, na última semana, que o leilão do projeto da Usina Hidrelétrica Garibaldi foi cancelado. O motivo, segundo o MME, é a não obtenção da licença ambiental necessária para este tipo de empreendimento. Para o MRI, o momento é de cautela, pois não está descartada a hipótese do acontecimento da barragem. " O que aconteceu é que atrasou o parecer do órgão ambiental para dar o licenciamento, mas acreditamos que até março o projeto tenha o parecer da FATMA e as coisas retomam seu ritmo", disse o articulador político do MRI, Sidnei Luís.

"O melhor momento para se iniciar uma hidrelétrica é quando o povo, sequer as autoridades dos municípios, acreditam que ela vá acontecer, nesses casos os empreendedores, quando não possuem responsabilidade social, aplicam suas ações de forma autoritária, causando sérios dandos aos municípios e à população impactada", continuou. Segundo ele, "não é a primeira vez que acontece algo desse tipo, aí os projetos acontecem do dia para a noite, pegando a todos de surpresa, o que faz com que muitos impactados, inclusive os municípios, percam bastante com isso". "É tempo de conhecer os impactos, se organizar e o MRI está aí no debate no dia a dia com as famílias, discutindo projetos para reduzir esses impactos", declarou Sidnei.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

MRI ganha carta de agradecimento ao Certificar mais uma Unidade Produtiva

Fernanda Martins
A propriedade da família de Erisvaldo Martins e Ivani Nogueira, no Assentamento do Incra Pátria Livre, em Correia Pinto, foi oficialmente incluída no projeto Unidades Produtivas na tarde de hoje (15 de dezembro). O casal foi escolhido para fazer parte do projeto em função de seu empenho em cultivar a terra sem o uso de agrotóxico. E foi com muita satisfação que os assentados receberam a equipe do MRI hoje para a inspeção da certificadora. Em uma homenagem carinhosa, Maria Ivani Nogueira dos Santos, esposa de Erisvaldo, o “Abençoado”, escreveu uma carta de agradecimento (foto). Ivani, para nós do MRI é uma honra receber uma homenagem tão sincera assim. Iniciativas como esta é que nos dão a certeza de que estamos trilhando o caminho certo, buscando cada vez mais qualidade de vida a esse povo tão nobre que cultiva a terra para colocar o alimento em nossas mesas.

MRI Certifica Unidade Produtiva em Correia Pinto


Articulador político do MRI, Sidnei Luís, Erisvaldo Martins, agricultor,
e Samitto Vargas, da CMO, durante a inspeção para certificar a Unidade Produtiva

Orientações sobre documentação e manejo de solo para inclusão na produção orgânica



A família acolheu a equipe do MRI com um delicioso bolo de chocolate com refrigerante. Valeu Ivani, Abençoado e suas filhas. O MRI agradece o carinho!!

Fernanda Martins
Dando continuidade ao projeto Unidades Produtivas, o MRI acompanhou hoje a certificação da Unidade Produtiva da família de Erisvaldo e Ivani Nogueira. A família, que reside no Assentamento do Incra Pátria Livre, recebeu a inspeção da Certificadora Mokiti Okada (CMO), feita pelo técnico em agropecuária Samitto Vargas Pinheiro da Cruz. O procedimento vai regularizar a produção orgânica da família, que já vem trabalhando sem o uso de agrotóxico há mais de dois anos.
Para o técnico em agropecuária, a família está bem adiantada no caminho para se tornar uma Unidade Produtiva de Agricultura Orgânica. “Acredito que se ele mantiver esse tipo de trabalho, sem introduzir agrotóxicos, eles vão estar em breve no padrão profissional de produção orgânica”, declarou Vargas.
Sobre o trabalho do MRI, que oferece a certificação, atua no planejamento do mercado e garante a venda da produção orgânica em larga escala, Samitto ressaltou que se trata de uma iniciativa muito importante para a agricultura orgânica. Segundo ele, muitos agricultores desistem da modalidade de produção sem agrotóxicos em função da falta de planejamento de mercado. “Muitos deixam a modalidade de produção orgânica porque se frustram com falsas promessas de mercado e acabam tendo prejuízos. O trabalho do MRI evita que os agricultores iniciantes na produção orgânica dêem cabeçadas”, continuou.
Para ele, além do planejamento de mercado, o próprio manejo da terra já se constitui num desafio importante ao agricultor. “A agricultura orgânica não vem com soluções prontas, você precisa conhecer a terra e buscar o equilíbrio dela para solucionar os problemas que aparecem”, disse o técnico da CMO.
Do ponto de vista do mercado, o técnico lembra que as feiras têm sido uma solução interessante que os agricultores encontraram para escoar seus produtos. A venda direta ao consumidor, segundo ele, faz com que mais pessoas possam consumir o produto cultivado sem agrotóxico e ele se torne mais conhecido no mercado. Ele continua dizendo que outra forma interessante de tornar o produto orgânico mais popular é a introdução de produtos orgânicos na merenda escolar em instituições públicas de ensino. “Assim, mesmo não tendo condições de comprar no mercado o produto orgânico, as famílias podem ter a certeza de que seus filhos estão sendo bem alimentados na escola e já vão se tornando mais íntimos dos produtos cultivados sem agrotóxicos”.
As feiras, mencionadas pelo técnico como ferramenta de comércio que tem dado certo em outras regiões, fazem parte do planejamento do MRI para 2010. Por esta razão, cada Unidade Produtiva vai cultivar uma variedade de 20 produtos para, em breve, ter quantidade de produtos para fazer a comercialização direta por meio das feiras de produtos orgânicos.
Para o articulador político do MRI, Sidnei Luís, as parecerias que o movimento tem conquistado com vários setores da sociedade vão proporcionar aos agricultores as condições de vender seus produtos em feiras, aumentando assim a renda das famílias envolvidas no projeto e levando mais qualidade de vida aos municípios em que residem. "As feiras vão fazer com que os agricultores estejam mais próximos de seus consumidores e possam obter mais lucro com esta atividade tão digna que é o cultivo à terra", declarou Sidnei.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Prefeito parceiro do MRI planeja expandir a idéia que deu certo


Fernanda Martins
O Movimento de Redução dos Impactos –MRI, recebeu hoje (14 de dezembro) a visita do prefeito de São José do Cerrito, José Maria Branco. O prefeito parceiro do MRI visitou a nova sede do movimento, no bairro Coral, em Lages. Na reunião com o articulador político do MRI, Sidnei Luís, o prefeito avaliou o trabalho do movimento e os dois planejaram um roteiro de reuniões com prefeitos de outros municípios impactados na região. Nesses encontros com os colegas da serra catarinense, o prefeito José Maria pretende relatar aos chefes do executivo de Vargem, Abdon Batista, Cerro Negro e Lages como tem sido o trabalho do movimento em favor dos impactados pela PCH João Borges e fazer com que mais municípios se incluam na área de abrangência do MRI. Essas reuniões deverão acontecer a partir de janeiro de 2010, conciliando as agendas dos prefeitos envolvidos. O prefeito Firmino Chaves Branco, de Campo Belo do Sul, também parceiro do MRI também será convidado para articular essas reuniões com prefeitos.
O encontro informal serviu também para fazer um balanço do trabalho do MRI prestado aos impactados pela PCH João Borges em São José do Cerrito, além do trabalho com famílias que serão impactadas pela UHE Garibaldi, que faz parte da lista de seis empreendimentos hidrelétricos que vão se instalar em São José do Cerrito nos próximos anos.
Para o prefeito parceiro do MRI, o trabalho do movimento tem sido de grande importância para atender às famílias impactadas por barragens no município. “Em lugar da prefeitura representar essas famílias impactadas pelos empreendimentos, o MRI tem se mostrado um competente mediador nas negociações com as empresas”, afirmou o prefeito. Ele lembra ainda que o fato de o movimento ter firmado parceria com os poderes locais dos municípios confere maior credibilidade ao trabalho do MRI. “Quando a gente indica o MRI eles já se sentem mais seguros para lidar com a chegada do empreendimento”, continuou o prefeito.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MRI e Eletrosul definem questões ambientais em João Borges


Fernanda Martins
O Movimento de Redução dos Impactos – MRI e a Eletrosul se reuniram hoje em assembléia no município de São José do Cerrito. O objetivo da assembléia, que aconteceu na Câmara de vereadores do município, era apresentar aos impactados as últimas decisões das reuniões entre comissão de negociação e empresa. Também foi apresentado para os impactados o mapa com a Área de Preservação Permanente (APP) de no mínimo 30 metros e a aquisição da propriedade da família Chaves para complementar a medida de 47,5 metros de área de APP, conforme previsto no Termo de Compromisso Ambiental, firmado recentemente entre FATMA, Eletrosul e Ministérios Públicos Estadual e Federal.
Na assembléia a Eletrosul se comprometeu a averbar as áreas de reservas legais em todas as áreas impactadas sem custo para os proprietários. Um dos assuntos da assembléia era a legislação ambiental. O tema seria apresentado pelo gerente regional da FATMA, Fábio Bento, conforme ficara acertado em reunião na FATMA na última quinta-feira. Fábio Bento não compareceu à assembléia e não justificou a ausência.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Promotor Público Estadual Lio Marin vai à Câmara do Cerrito falar sobre barragens


Certificado: Vereadores entregam certificado de participação ao promotor público
Fernanda Martins
Em sessão especial promovida pela Câmara Municipal de São José do Cerrito, nessa sexta-feira (20/11) o promotor público estadual Lio Marin falou aos cerritenses sobre os impactos causados por pequenas e grandes barragens. O promotor iniciou a exposição com uma análise de conjuntura do setor elétrico brasileiro, destacando várias possíveis alternativas para o setor, como a energia solar, a biomassa e energia eólica. Destacando a presença do Movimento de Redução dos Impactos - MRI, no evento, Lio Marin também lembrou a situação das PCHs do Rio Caveiras (Pinheiros, Itararé e João Borges), que estão em fase de finalização do Termo de Compromisso Ambiental (TCA). Este documento define as compensações financeiras que a Eletrosul deverá assumir frente aos municípios em função dos impactos causados com a construção das barragens.
Em sua fala, o promotor Lio Marin também expôs as preocupações sociais e ambientais do Ministério Público Estadual (MPE) e da FATMA, órgão ambiental, de “não conceder as licenças necessárias sem que todos os impactados sejam prévia e justamente indenizados”, completou o promotor público.
O articulador político do MRI, Sidnei Luís, fez uso da palavra durante a exposição do promotor público, apresentando um breve histórico das negociações da PCH João Borges. “A parceria desenvolvida com a FATMA e com o Ministério Público Estadual com certeza foram fundamentais para um acordo satisfatório aos impactados pela PCH João Borges. O MRI provou que quando se organiza a população para buscar alternativas e soluções os resultados são muito mais satisfatórios para a comunidade. E aqui na PCH João Borges esta parceria prova que este é o caminho certo”, afirmou Sidnei.
Do ponto de vista ambiental, o promotor explicou aos presentes o que é um Estudo de Impacto Ambiental e os trâmites para a construção de PCHs e UHEs. “Os impactos causados por esses empreendimentos são irreversíveis, mas o que podemos fazer é minimizá-los”. Para isso, continuou o promotor, as parcerias entre o poder público e a sociedade do município com o empreendedor são fundamentais para que a empresa possa contribuir de alguma forma para o desenvolvimento da região ao mesmo em que obtém lucro com a geração de energia.
E é justamente por acreditar em parceria entre o empreendedor e a região impactada que o promotor Lio Marin teceu considerações positivas sobre o trabalho do MRI. “Gostaria de parabenizar o MRI pelas conquistas em favor da sociedade e, como bem frisou o Sidnei: Sem precisar trancar uma rua, sem qualquer tipo de agressão violência, sem qualquer transtorno para a sociedade”. “E é assim que precisamos trabalhar, com diálogo, consenso, buscando soluções benéficas para todos”, declarou o promotor Lio Marin.
Ao final da exposição, Lio Marin recebeu das mãos do presidente da Casa, Hélio Matos, em nome de todos os vereadores, um certificado que marcou a participação do promotor nesse debate na Câmara Municipal.

MRI e Eletrosul discutem casos especiais em João Borges

Alcir Maso, Coordenador de Patrimônio da Eletrosul, na reunião com a família Chaves



Proprietários da área impactada: Inundação do rio não permite o acesso a uma das propriedades


Fernanda Martins
O Movimento de Redução dos Impactos – MRI e a Eletrosul Centrais Elétricas S/A estiveram reunidos nesta sexta-feira (20/11) na propriedade da família Chaves, em São José do Cerrito, buscando soluções para o primeiro “caso especial” de impactados pela PCH João Borges. O movimento denominou “casos especiais” as situações em que o enchimento do lago, além de reduzir a área da propriedade, causa outros impactos, como por exemplo inundação dos acessos ao remanescente, pomares, remanescentes inviáveis do ponto de vista produtivo e outros.
No caso da família Chaves, resolvido hoje, o enchimento do reservatório torna inviável o acesso à outra parte da propriedade, na margem esquerda do Rio Caveiras. Diante desta situação, a Eletrosul apresentou duas propostas à família: A aquisição de toda a área na margem esquerda da do rio ou uma compensação em dinheiro pela desvalorização da propriedade em função da dificuldade do acesso à outra margem. A família reuniu os cinco irmãos e optou pela primeira proposta. A solução encontrada para os Chaves foi positiva também para a empresa, já que a área adquirida vai compensar em pelo menos 60% a Área de Preservação Permanente (APP) do lago de João Borges. “E quem ganhou mais ainda foi o meio ambiente, pois essa área terá que ser reflorestada pela Eletrosul, as outras áreas de APP simplesmente incluem reservas legais que já existem nas propriedades”, avaliou Alcir Maso, Coordenador de Patrimônio na Eletrosul.
Restam ainda três outros casos especiais para serem resolvidos entre MRI e Eletrosul, eles serão concluídos ainda este ano. Assim ficou acordado entre Eletrosul e MRI.

domingo, 1 de novembro de 2009

MRI e Eletrosul definem início de indenizações na PCH João Borges

Equipes: Eletrosul e MRI, na sede do movimento, em Lages - Reunião decisiva para os impactados pela PCH João Borges



Martin Carlos Resener, apresentando uma breve retrospectiva das negociações da PCH João Borges






Fernanda Martins
A negociação das indenizações da PCH João Borges – projeto que deu origem ao MRI, teve um avanço importante na última semana. Em reunião entre MRI e Eletrosul Centrais Elétricas ficou definido, entre outros pontos, o início das indenizações para o mês de fevereiro de 2010. Participaram da reunião, pela Eletrosul: Rafael Patrocínio Eng. Agrimensor, Marcos Macagnan Geógrafo, Alcir José Maso Coordenador Patrimônio, Marcio Leandro dos Santos Frizzo Eng. Agrônomo, Cláudio Luiz Fontão Junior Assistente de Legalização Patrimonial, , Rodrigo Bueno Backes Gerente de divisão de indenização avaliação e cadastro e Martin Carlos Resener Gerente do Departamento de Patrimônio e Meio Ambiente. Pelo MRI, Sidnei Luís, Articulador Político, Geni Augusto Andrioli Coordenador de Base, Iran Fogasa de Souza Coordenador de Produção, Álvaro Deusdete Chaves Integrante da Comissão de Negociação, João Antenor Pereira, Integrante da Comissão de Negociação do MRI.A data do início do pagamento das indenizações, segundo Martin Carlos Resener, estava condicionada a uma série de fatores ambientais e legais que estão sendo atendidos gradativamente. A principal condição no momento tem sido a emissão da Licença Ambiental de Instalação (LAI). Esta licença já está em tramitação junto à FATMA, desde a conclusão do Termo de Compromisso Ambiental (TCA), entre Eletrosul, Ministérios Públicos Federal e Estadual e o órgão ambiental.No encontro com a Eletrosul, o MRI confirmou pontos que já foram aceitos pela empresa e consolidados no Protocolo de Intenções, assinado entre Eletrosul e MRI em julho em Assembléia aberta com impactados. Trata-se da manutenção dos valores estabelecidos para cada uma das três classes de terra (A, B e C); da retirada da madeira do reservatório, que será estaleirada próxima às propriedades, com a busca da emissão do Documento de Origem Florestal (DOF) para que os impactados possam comercializar a madeira como preferirem. Indenização da Área de Preservação Permanente (APP) quanto à terra, nas mesmas condições de classes da área inundada. A madeira da APP será adquirida pela empresa em valores apresentados anteriormente. O MRI já tem agendada, com a Eletrosul a primeira semana de novembro para definir a área de APP, variável. Depois dessa etapa, o movimento e a empresa vão retomar, em dezembro, a apresentação dos laudos aos impactados. Concluído todo esse processo, a indenização acontecerá em fevereiro de 2010. Para o articulador político do MRI, Sidnei Luís, a conclusão das negociações da PCH João Borges é um grande avanço na relação entre empreendedor e impactados. “Uma empresa que conclui os valores das indenizações antes mesmo de iniciar as obras, demonstra uma seriedade e um compromisso social muito grande com a população impactada, e temos que reconhecer esta iniciativa da Eletrosul, principalmente quando aceita que um movimento como o MRI, pacífico e ordeiro, seja o mediador entre os impactados e o empreendimento”.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MRI realiza assembléia em Campo Belo do Sul

Geni Augusto Andrioli, durante relato sobre impactos de barragens
Vereador Jairo Batista - apoio ao MRI
Valdair Oliveira, em sua fala de abertura da Assembléia


os futuros impactados puderam tirar suas dúvidas com o MRI



Valdair - eleito líder do MRI na comunidade Aterrado Grande



Nilza Aparecida Vieira Ferreira, líder do MRI no Aterrado Grande
Fernanda Martins
O MRI realizou na última quarta-feira uma assembléia geral com os futuros impactados pela Usina Hidrelétrica Garibaldi em Campo Belo do Sul. O encontro faz parte do roteiro de assembléias com populações impactadas e teve como objetivo apresentar o trabalho do MRI nas comunidades e eleger lideranças do movimento nas regiões. Seguindo a política do movimento de ir até onde os impactados estão, a assembléia ocorreu na comunidade Aterrado Grande, que será profundamente impactada pela UHE Garibaldi. A Aterrado Grande já faz parte da história do MRI há muito tempo. Lá, com o apoio do prefeito de Campo Belo, Firmino Aderbal Chaves, o movimento realizou, há mais de um ano, uma reunião para tirar dúvidas dos futuros impactados, acompanhado pelo técnico agrícola Jaime Rodrigues, bastante conhecido na região. Durante a assembléia, autoridades do município como o vereador Jairo Batista da Silva e Valdair Ferreira, presidente da associação de futuros impactados pela Garibaldi na comunidade, fizeram uso da palavra. “Conheci um pouco do trabalho do MRI e me interessei em conhecer melhor este grupo e a sua forma de trabalhar. Penso que hoje é uma boa oportunidade para isso”, afirmou o vereador.
“Devemos conhecer as formas de organização para resolver as questões relacionadas com barragens e decidir de que forma vamos trabalhar”, acrescentou Valdair Ferreira.
No decorrer da assembléia, como tem sido feito em todo o roteiro da Garibaldi, o movimento apresentou a sua forma de trabalhar. O articulador político do MRI, Sidnei Luís, mostrou as ações do movimento, abordando inclusive os possíveis projetos de geração de emprego e renda que podem ser implantados após a instalação do empreendimento, como a produção orgânica, por exemplo. Geni Augusto Andrioli, coordenador de base, fez um breve relato de quais são os impactos gerados pela construção de uma barragem, e Iran Fogaça apresentou a história do início do MRI, quando os impactados pela PCH João Borges se uniram a Geni Augusto Andrioli e posteriormente a Sidnei Luís, criando o movimento.
O público presente no salão da comunidade pôde tirar suas dúvidas sobre o método de trabalho do MRI e compará-lo com outras organizações que afirmam defender os interesses dos impactados. A assembléia, com a participação de dezenas de futuros impactados pela Garibaldi de várias regiões de Campo Belo do Sul, legitimou as lideranças do MRI no município e marca o início do trabalho do movimento na região.
Ao final do encontro, as lideranças presentes manifestaram apoio ao MRI e o próprio presidente da associação, Valdair Ferreira, foi legitimado em assembléia como liderança do movimento na região. Além dele, Nilza Aparecida Vieira Ferreira e José Maria de Jesus Moraes foram nomeados como representantes do MRI em Campo Belo do Sul. A assembléia foi encerrada com a distribuição do primeiro número do jornal IMPACTO, que divulga as ações do MRI em oito municípios da Serra Catarinense.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

MRI apresenta seu método de trabalho em Cerro Negro


Público assistindo e fazendo anotações sobre a metodologia do trabalho do MRI










Fernanda Martins
O Movimento de Redução dos Impactos realizou, na última semana, reunião na Câmara Municipal de Vereadores de Cerro Negro. A reunião fechou o círculo de apresentações aos poderes municipais da região que será impactada pela Usina Hidrelétrica Garibaldi. O primeiro encontro com os vereadores daquele município ocorreu no dia 14 de outubro. Compreendendo a importância do assunto para os munícipes, o presidente da Câmara, Ivandel Tadeu da Silva, solicitou que o movimento fizesse nova apresentação no local, desta vez aberta aos munícipes interessados. Atendendo ao pedido, o MRI retornou à Câmara, apresentando seu trabalho para os vereadores e a comunidade, respondendo a perguntas sobre projetos de redução de impactos e os métodos do MRI.
O articulador político do MRI, Sidnei Luís, expôs o método de trabalho do MRI e falou inclusive sobre assuntos de interesse não só dos impactados pela UHE Garibaldi, mas do município como um todo, como os possíveis caminhos para projetos de geração de emprego e renda após a implantação do lago da usina. Hoje o MRI vê na produção orgânica uma alternativa importante para geração de emprego, renda e redução de impactos ambientais. Futuramente, a aquicultura e a pesca, com a utilização do lago da usina, também pode ser uma alternativa proposta pelo movimento. Outras fontes de geração de emprego e renda poderão ser discutidas futuramente com as comunidades impactadas e os municípios. Ainda durante a apresentação, Sidnei Luís fez um chamado aos presentes. "O MRI é um movimento aberto. Copiem nossas iniciativas porque elas têm provado que dão certo e que só através de parcerias claras e transparentes é possível trazer melhorias de vida ao povo".

MRI realiza assembléias em Vargem, Abdon Batista e Cerro Negro












Fernanda Martins
O MRI realizou assembléias nos municípios de Vargem, Abdon Batista e Cerro Negro. Apresentando seu método de trabalho às populações impactadas, o Movimento de Redução dos Impactos mostrou também como será o trabalho na região impactada pela UHE Garibaldi. Os presentes puderam tirar suas dúvidas. A assembléia dos municípios de Vargem e Abdon Batista ocorreu na comunidade Barra Grande, e reuniu dezenas de interessados. Naquela comunidade, várias lideranças, como o prefeito de Vargem, Nelson Gasperin Jr. , o vereador Jair Batista da Silva e a Secretaria de Agricultura daquele município, por meio do titultar da pasta, participaram da assembléia. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abdon Batista, o presidente do CrediCanoas em Abdon Batista, José Davi Manchein, representantes da associação do projeto Microbacias, e o presidente do conselho Comunitário da Barra Grande, José Thomas Ribeiro também marcaram presença e reafirmaram seu apoio ao modo como o MRI trabalha com as populações impactadas.
O prefeito de Vargem, também conhecido como "Peixe", em sua fala, destacou a importância das comunidades se organizarem antecipadamente. "Vejo que as famílias precisam se unir neste momento e, de forma pacífica e organizada, começarem a tirar dúvidas sobre seus direitos, ver de que forma poderão conseguir uma indenização justa para suas terras que serão inundadas pela Usina Hidrelétrica Garibaldi", destacou o prefeito, convidando também a quem estiver interessado em se tornar cidadão do município de Vargem, que se mude para lá, "pois o município está de braços abertos para receber os novos moradores", continuou.
José Davi Manchein, que também esteve presente na reunião que apresentou o MRI às autoridades de Abdon Batista, destacou a importância de se reduzir o impacto econômico que será causado pela UHE Garibaldi. "Temos que nos esforçar para que todos os impactados que sejam indenizados da melhor maneira possível, e que os recursos advindos dessas indenizações e dos projetos sejam aplicados aqui mesmo no município", afirmou Manchein.
Depois da exposição sobre o método de trabalho do MRI e um breve histórico do movimento, bem como suas conquistas e metas para os próximos anos, feita pelo articulador político Sidnei Luís, o coordenador de base, Geni Augusto Andrioli falou sobre os impactos causados pelas hidrelétricas, que vão desde o meio ambiente à vida cultural das comunidades. "É por essa razão que temos que ter uma unidade entre os impactados, para adquirir mais força nas negociações e fazer valer os direitos de vocês", disse.
Iran Fogaça de Souza, integrante do MRI, também participou da assembléia, contando como se deu a organização dos impactados pela PCH João Borges, onde nasceu o MRI, quando os futuros impactados pela João Borges entraram em contato com Geni Augusto Andrioli e Sidnei Luís.
Em Cerro Negro, na Comunidade dos Camargos, o MRI também apresentou o método de trabalho, os impactos causados por uma usina hidrelétrica e a história da organização na PCH João Borges. Com a presença de representantes de outras comunidades que serão impactadas pela Garibaldi, o movimento destacou lideranças para atuarem nas comunidades que serão impactadas pela Garibaldi. O vereador Adelar José de Morais, que é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cerro Negro e morador da Comunidade do Araçá, próxima ao Eixo da barragem da Garibaldi, também prestigiou a assembléia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reunião em Abdon Batista apresenta o MRI para o município

José Davi Manchein, presidente da Credicanoas


Polícia Militar presente na reunião

Felipe Hames, presidente da Câmara Municipal








Fernanda Martins
O MOVIMENTO DE REDUÇÃO DOS IMPACTOS - MRI, reuniu vereadores e lideranças do município de Abdon Batista para apresentar o movimento, seu método de trabalho e sua proposta de atuação com as famílias futuramente impactadas pela UHE Garibaldi. Autoridades municipais como a Polícia Militar, Credicanoas, Sindicato Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, presidentes de associações e vereadores estiveram presentes e puderam tirar suas dúvidas. "O MRI se diferencia dos outros movimentos porque divulga as parcerias que faz e busca no exemplo prático a realização de seus projetos e discute objetivamente as formas de reduzir os impactos causados por barragens. Não podemos perder tempo em brigar contra algo que vai acontecer porque o momento é de se organizar e lutar pelo máximo de direitos que são conferidos a quem realmente é impactado pela barragem", afirmou Sidnei Luís, articulador político do movimento. Para o presidente da Câmara Municipal de Abdon Batista e demais vereadores presentes na reunião, não ficou dúvida de que o MRI é a melhor forma de organizar a população para a chegada das hidrelétricas na região. "Vemos que as propostas do MRI partem de um ponto de vista objetivo e estruturado, com metas para antes, durante e depois da construção da barragem, e é isso que o município precisa. Por isso damos o maior apoio e nos colocamos à disposição do MRI para o que for necessário", afirmou Felipe Hames. Quem também se manifestou sobre o trabalho do MRI foi o presidente da Cooperativa de Crédito Credicanoas, José David Manchein. Para ele o MRI tem o método de trabalho ideal para reduzir os impactos econômicos que a UHE Garibaldi vai trazer ao município. "O movimento, com a negociação de melhor valor de indenização e a criação de projetos pós-lago, principalmente com a defesa de que as famílias permaneçam no município e invistam aqui o recurso proveniente das indenizações, além de estarem incrementando a economia do município, reduzirão os impactos culturais da usina sobre a vida do nosso povo".