terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

MRI promove encontro de prefeitos com a Eletrosul

Sidnei Luís, Paulo Afonso, José Maria e Firmino: discussão de futuras parcerias entre Eletrosul e municípios impactados pela PCH João Borges

Reunião apresentou oficialmente os prefeitos à Eletrosul
Fernanda Martins
Com o objetivo de aproximar cada vez mais as comunidades impactadas e os empreendedores, o MRI promoveu um encontro dos prefeitos Firmino Chaves, e José Maria Branco, de Campo Belo do Sul e São José do Cerrito, com o diretor de Gestão Administrativa e Financeira da Eletrosul, Paulo Afonso Vieira. A intenção da visita era apresentar oficialmente os prefeitos ao presidente da empresa, Eurides Mescolotto, mas uma mudança de última hora na agenda de Mescolotto fez com que os prefeitos, Sidnei Luís, articulador político do MRI fossem recebidos por Paulo Afonso Vieira.
Os prefeitos dos municípios impactados pela Pequena Central Hidrelétrica (PCH) João Borges demonstraram interesse em construir parcerias para desenvolver os municípios e expuseram os anseios de seus munícipes em concluir as negociações. Paulo Afonso informou que o início das obras e das indenizações está condicionado à aprovação dos valores pelo conselho administrativo, e que o assunto está na pauta da próxima reunião dos integrantes deste conselho. Ao conhecer um pouco mais do trabalho do MRI, ele ressaltou a importância de se fortalecer essas parcerias entre impactados e empreendedor. “Acho muito importante que os municípios, através das suas lideranças, prefeitos e outros segmentos representantes das comunidades, estejam sempre a par do que está acontecendo, que a empresa possa também informar os passos administrativos da obra”, ressaltou o diretor. Ele lembrou que as parcerias entre empreendedor e impactados, defendidas pelo MRI, têm sido também uma prática costumeira da Eletrosul em todos os seus empreendimentos.
“Queremos sim, construir parcerias com a Eletrosul e buscar apoio ao município em diversas áreas, mas hoje viemos fazer um primeiro contato oficial”, destacou Firmino Chaves, prefeito de Campo Belo do Sul. A reunião contou com a presença do gerente da Assessoria de Gestão Administrativa Laércio Faria, do Diretor do Departamento de Patrimônio e Meio Ambiente, Martin Carlos Resener. Para o diretor, que tem acompanhado mais de perto as negociações do MRI na PCH João Borges, a reunião foi uma importante aproximação dos prefeitos com a Eletrosul. Ao fim do encontro, ele teceu considerações sobre a atuação do MRI. “Acho interessante o trabalho do MRI porque, além de trazer uma forma nova de resolver a situação dos impactados, ele transcende esse trabalho por meio do incentivo à produção orgânica, que é uma alternativa viável para manter as famílias no campo”.
Na avaliação dos prefeitos parceiros do MRI, a reunião foi de grande importância por aproximar os chefes do executivo nos municípios da Eletrosul, que estará à frente da PCH João Borges nas próximas décadas. Eles também ressaltaram a importância do trabalho do MRI com os impactados. “O MRI tem se confirmado como um representante importante dos impactados porque auxilia na organização do povo e vai para a mesa de negociação defender os interesses do povo e do município”, lembrou o prefeito José Maria. Para o articulador político do MRI, Sidnei Luís, o encontro foi uma realização importante. “Hoje nós do MRI demos mais um passo importante na redução dos impactos das barragens. Como os prefeitos também são impactados pelos projetos hidrelétricos, nos sentimos na obrigação de mediar esta reunião com a empresa e hoje isso se concretizou”. Sidnei também destacou a atenção com que a empresa atendeu à solicitação do encontro e recebeu o movimento e os prefeitos, ouvindo suas necessidades e discutindo parcerias futuras.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

MRI e Eletrosul dão os últimos ajustes para iniciar as indenizações em João Borges

Equipe da Eletrosul e MRI, durante reunião para legalização de propriedades


A proposta de legalização das áreas será levada aos impactados em assembléia nesta quarta-feira, dia 3 de fevereiro.

Fernanda Martins
Em reunião com a equipe da Eletrosul e o prefeito de São José do Cerrito, José Maria Branco, o MRI definiu os últimos detalhes da legalização das propriedades para dar início ao pagamento das indenizações aos impactados pela PCH João Borges. O motivo da reunião de hoje foi a discordância entre os tamanhos reais das propriedades e as medidas constantes nas escrituras. Durante o georreferenciamento das áreas, a empresa percebeu a diferença diante da documentação e se dispôs a legalizar toda a documentação sem custo para os impactados.
Segundo o responsável pelas legalizações na Eletrosul, Cláudio Fontão Jr., essa é uma medida que terá que ser tomada pelos impactados até 2011, quando todas as propriedades terão que ser georreferenciadas para a lavratura de escrituras. Diante disso, a empresa se adiantou no processo e pretende oferecer aos impactados este trabalho de legalização das estruturas. A proposta da empresa foi vista com bons olhos pelo MRI e pelo prefeito José Maria de Oliveira Branco, parceiro do MRI, e vai ser levada aos impactados durante assembléia nesta próxima quarta-feira, na Câmara de Vereadores de São José do Cerrito. "Na minha opinião, a proposta é bem razoável, uma vez que se trata de um trâmite burocrático obrigatório, a Eletrosul vai facilitar a vida do agricultor entregando esta documentação totalmente legalizada", afirmou o articulador político do MRI, Sidnei Luís.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal MRI: Agricultores doam “natal sem veneno” a idosos de Lages

Idosas durante o almoço
Geni Augusto Andrioli, durante a seleção de verduras, logo no início da manhã.

Luciane e Antenor Eherembrink, na propriedade da família em Correia Pinto



Iran Fogaça, Joelma Ribeiro e filhos - na propriedade da família em São José do Cerrito



Entrega dos alimentos no Asilo Vicentino



Zilda Furlan, diretora administrativa do Asilo - Atendimento de equipe multidisciplinar garante o bem estar dos idosos


Fernanda Martins, no escritório do MRI, escrevendo este texto depois de acompanhar a ida ao asilo
Fernanda Martins
Quatro famílias que são responsáveis pelas Unidades Demonstrativas, pioneiras do projeto de produção orgânica do MRI se uniram para doar aos idosos do Asilo Vicentino, em Lages, alimentos produzidos sem agrotóxico. Com a iniciativa, os agricultores puderam colocar alimentos de qualidade, produzidos com muita dedicação e seriedade na mesa de quem já tanto contribuiu para o mundo. Em um esforço conjunto foram colhidas 22 caixas com rúcula, alface crespa, alface americana, acelga, couve-flor, brócolis e repolho. Os alimentos foram armazenados em uma câmara fria na cozinha do asilo. Além de doar a própria produção, os agricultores se esforçaram na separação dos alimentos, que foi feita logo no início da manhã para que fossem doados ainda bem frescos. Iran Fogaça e Irineu de Souza cederam uma caminhonete para transportar os produtos e Antenor Eherembrink deu uma pausa na lida da lavoura para conduzir a carga ao Asilo Vicentino. A casa abriga hoje 80 idosos e é mantida por meio de uma parceria com a Prefeitura Municipal de Lages e de eventos beneficentes. São mais de 30 funcionários que se dedicam à saúde, higiene, alimentação e recreação dos moradores do asilo. "Eles têm recebido aqui os cuidados básicos bem prestados, mas muitos sentem falta mesmo é de visitas, do afeto familiar", conta a diretora do lugar, Zilda Furlan. Ao chegar com as verduras no refeitório da ala feminina, a equipe do MRI foi recebida com surpresa. O MRI chegou bem na hora do almoço das moradoras, que é sempre servido às 11 horas. Elas ficaram satisfeitas ao saber que aqueles alimentos são cultivados sem o uso de agrotóxicos. Para o articulador político do MRI, Sidnei Luís o momento é de dividir com outras pessoas o sucesso do projeto de produção orgânica. Neste ano, o movimento criou em São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Correia Pinto, três Unidades Produtivas, onde os agricultores terão o acompanhamento do MRI no trabalho diário com produtos orgânicos. “Esta é uma oportunidade de dividir essa fartura com quem já trabalhou bastante nessa vida. E a criação das Unidades para expandir o projeto foram possíveis graças às parceiras do MRI com a Eletrosul Centrais Elétricas S/A, e as prefeituras municipais de São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Brunópolis”, explica Sidnei. O MRI gostaria de agradecer às famílias que doaram os alimentos e um tempo de seu dia para oferecer aos moradores do Asilo Vicentino uma alimentação saudável! Iran Fogaça, Joelma Ribeiro Oliveira e filhos, Irineu de Souza, Geni Augusto Andrioli, Antenor Eherembrink, Luciane Terezinha Andrioli Eherembrink e filhos e Geneci Luciana Fátima Andrioli e filhos. Fernanda Martins, jornalista que acompanhou a doação, Sidnei Luís, que contatou o asilo! Valeu pela força neste pequeno gesto de solidariedade! Tenhamos todos um Feliz Natal!!!
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MRI e Eletrosul iniciam a apresentação de laudos a famílias impactadas

Oscar, impactado pela PCH João Borges, MRI e Eletrosul, durante a apresentação dos laudos



José Adão, impactado pela PCH João Borges, em reunião com Alcir Maso, da Eletrosul

Fernanda Martins
O MRI acompanha, desde o início da semana, a apresentação dos laudos de avaliação de terras aos impactados pela PCH João Borges. Até o momento, 4 dos 28 impactados representados pelo MRI receberam a visita da equipe da empresa com o movimento para mostrar os novos valores. Durante as visitas, a equipe apresenta aos proprietários um levantamento dos impactos que a barragem vai trazer à sua propriedade e os valores das indenizações que receberão. O processo de apresentação dos laudos deverá continuar até o dia 23 de dezembro e ser retomado a partir do dia 4 de janeiro. A empresa afirma que todos os laudos serão apresentados até o início de fevereiro e as indenizações serão pagas até o fim daquele mês. As datas foram definidas em reunião entre Eletrosul e MRI, após a solução de impasses ambientais entre a empresa e a FATMA, que assinou com a Eletrosul e os Ministérios Públicos Federal e Estadual o Termo de Compromisso Ambiental, que define as compensações ambientais a que a empresa se obriga. Depois do desenrolar dessas pendências ambientais, a empresa retomou as negociações para concluir o pagamento aos impactados.

Ministério de Minas e Energia Cancela o Leilão da UHE Garibaldi


Fernanda Martins
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou, na última semana, que o leilão do projeto da Usina Hidrelétrica Garibaldi foi cancelado. O motivo, segundo o MME, é a não obtenção da licença ambiental necessária para este tipo de empreendimento. Para o MRI, o momento é de cautela, pois não está descartada a hipótese do acontecimento da barragem. " O que aconteceu é que atrasou o parecer do órgão ambiental para dar o licenciamento, mas acreditamos que até março o projeto tenha o parecer da FATMA e as coisas retomam seu ritmo", disse o articulador político do MRI, Sidnei Luís.

"O melhor momento para se iniciar uma hidrelétrica é quando o povo, sequer as autoridades dos municípios, acreditam que ela vá acontecer, nesses casos os empreendedores, quando não possuem responsabilidade social, aplicam suas ações de forma autoritária, causando sérios dandos aos municípios e à população impactada", continuou. Segundo ele, "não é a primeira vez que acontece algo desse tipo, aí os projetos acontecem do dia para a noite, pegando a todos de surpresa, o que faz com que muitos impactados, inclusive os municípios, percam bastante com isso". "É tempo de conhecer os impactos, se organizar e o MRI está aí no debate no dia a dia com as famílias, discutindo projetos para reduzir esses impactos", declarou Sidnei.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

MRI ganha carta de agradecimento ao Certificar mais uma Unidade Produtiva

Fernanda Martins
A propriedade da família de Erisvaldo Martins e Ivani Nogueira, no Assentamento do Incra Pátria Livre, em Correia Pinto, foi oficialmente incluída no projeto Unidades Produtivas na tarde de hoje (15 de dezembro). O casal foi escolhido para fazer parte do projeto em função de seu empenho em cultivar a terra sem o uso de agrotóxico. E foi com muita satisfação que os assentados receberam a equipe do MRI hoje para a inspeção da certificadora. Em uma homenagem carinhosa, Maria Ivani Nogueira dos Santos, esposa de Erisvaldo, o “Abençoado”, escreveu uma carta de agradecimento (foto). Ivani, para nós do MRI é uma honra receber uma homenagem tão sincera assim. Iniciativas como esta é que nos dão a certeza de que estamos trilhando o caminho certo, buscando cada vez mais qualidade de vida a esse povo tão nobre que cultiva a terra para colocar o alimento em nossas mesas.

MRI Certifica Unidade Produtiva em Correia Pinto


Articulador político do MRI, Sidnei Luís, Erisvaldo Martins, agricultor,
e Samitto Vargas, da CMO, durante a inspeção para certificar a Unidade Produtiva

Orientações sobre documentação e manejo de solo para inclusão na produção orgânica



A família acolheu a equipe do MRI com um delicioso bolo de chocolate com refrigerante. Valeu Ivani, Abençoado e suas filhas. O MRI agradece o carinho!!

Fernanda Martins
Dando continuidade ao projeto Unidades Produtivas, o MRI acompanhou hoje a certificação da Unidade Produtiva da família de Erisvaldo e Ivani Nogueira. A família, que reside no Assentamento do Incra Pátria Livre, recebeu a inspeção da Certificadora Mokiti Okada (CMO), feita pelo técnico em agropecuária Samitto Vargas Pinheiro da Cruz. O procedimento vai regularizar a produção orgânica da família, que já vem trabalhando sem o uso de agrotóxico há mais de dois anos.
Para o técnico em agropecuária, a família está bem adiantada no caminho para se tornar uma Unidade Produtiva de Agricultura Orgânica. “Acredito que se ele mantiver esse tipo de trabalho, sem introduzir agrotóxicos, eles vão estar em breve no padrão profissional de produção orgânica”, declarou Vargas.
Sobre o trabalho do MRI, que oferece a certificação, atua no planejamento do mercado e garante a venda da produção orgânica em larga escala, Samitto ressaltou que se trata de uma iniciativa muito importante para a agricultura orgânica. Segundo ele, muitos agricultores desistem da modalidade de produção sem agrotóxicos em função da falta de planejamento de mercado. “Muitos deixam a modalidade de produção orgânica porque se frustram com falsas promessas de mercado e acabam tendo prejuízos. O trabalho do MRI evita que os agricultores iniciantes na produção orgânica dêem cabeçadas”, continuou.
Para ele, além do planejamento de mercado, o próprio manejo da terra já se constitui num desafio importante ao agricultor. “A agricultura orgânica não vem com soluções prontas, você precisa conhecer a terra e buscar o equilíbrio dela para solucionar os problemas que aparecem”, disse o técnico da CMO.
Do ponto de vista do mercado, o técnico lembra que as feiras têm sido uma solução interessante que os agricultores encontraram para escoar seus produtos. A venda direta ao consumidor, segundo ele, faz com que mais pessoas possam consumir o produto cultivado sem agrotóxico e ele se torne mais conhecido no mercado. Ele continua dizendo que outra forma interessante de tornar o produto orgânico mais popular é a introdução de produtos orgânicos na merenda escolar em instituições públicas de ensino. “Assim, mesmo não tendo condições de comprar no mercado o produto orgânico, as famílias podem ter a certeza de que seus filhos estão sendo bem alimentados na escola e já vão se tornando mais íntimos dos produtos cultivados sem agrotóxicos”.
As feiras, mencionadas pelo técnico como ferramenta de comércio que tem dado certo em outras regiões, fazem parte do planejamento do MRI para 2010. Por esta razão, cada Unidade Produtiva vai cultivar uma variedade de 20 produtos para, em breve, ter quantidade de produtos para fazer a comercialização direta por meio das feiras de produtos orgânicos.
Para o articulador político do MRI, Sidnei Luís, as parecerias que o movimento tem conquistado com vários setores da sociedade vão proporcionar aos agricultores as condições de vender seus produtos em feiras, aumentando assim a renda das famílias envolvidas no projeto e levando mais qualidade de vida aos municípios em que residem. "As feiras vão fazer com que os agricultores estejam mais próximos de seus consumidores e possam obter mais lucro com esta atividade tão digna que é o cultivo à terra", declarou Sidnei.